A teia que constrói é formada por uma rede de fios desordenados, onde ela permanece virada para baixo, capturando seu alimento.Quando é derrubada da teia, a aranha finge-se de morta ou tenta fugir, arrastando seu pesado abdome; porém quando molestada em excesso ou quando apertada contra o corpo (por exemplo, dentro das roupas, ou nos lençóis durante o sono) pode picar com relativa facilidade. O veneno da viúva-negra é muito tóxico para o homem, ataca o sistema nervoso provocando dores musculares muito intensas, náuseas, dor de cabeça e alterações cárdio-respiratórias, sendo mais grave em crianças e podendo causar acidentes fatais em pessoas sensíveis. No Brasil, entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Norte, encontramos esta aranha com freqüência, habitando próximo ao trabalho, a casa e as áreas de lazer do Homem. Elas fazem suas "moradias" em barrancos à beira de estradas, sob cascas de coco ou folhas secas, latas vazias, etc. Nas restingas do litoral são muito abundantes na vegetação conhecida como "salsa-da-praia", tendo sido consideradas praga de saúde pública em Niterói, durante a década de 1960. Embora abundantes no litoral, essas aranhas foram capturadas também no interior do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul. O INSTITUTO VITAL BRAZIL desenvolve projeto de pesquisa para conhecer melhor esta aranha, sua biologia e seu veneno. Desse projeto resultou a fabricação do soro específico que é utilizado no tratamento dos acidentes graves com essas aranhas em todo o Brasil. É muito importante sua participação, informando sobre a ocorrência desses animais em sua região, para que possamos atender o melhor possível à população com o soro fabricado. |