Rivastigmina

Solução Oral – Em fase de desenvolvimento (teste de equivalência farmacêutica

Cápsulas – Em fase de pedido de registro junto à Anvisa (em parceria com a Laborvida e a EMS).

O tratamento para os doentes de Alzheimer do Brasil deverá ficar mais acessível à população nos polos de atendimento do governo. Isso porque hoje o Ministério da Saúde compra a medicação de uma empresa particular e paga também pela marca. A partir de 2012, o ministério passará a receber do Instituto Vital Brazil a produção do medicamento Rivastigmina, usado no tratamento da doença.

Baseado na demanda de 2008, o Vital Brazil calculou que a produção, em cinco anos, será de aproximadamente 27,5 milhões de cápsulas, além de cerca de 80 mil frascos da solução.

O fornecimento para o Ministério da Saúde deve ser iniciado no primeiro semestre de 2012. A produção será entregue às Secretarias Estaduais, que disponibilizarão o remédio em seus polos de atendimento para a população. O instituto será o único laboratório oficial a produzir o medicamento para o Ministério da Saúde. Para a produção da Rivastigmina, o Vital Brazil incorporou-se à nova orientação do Governo Federal no campo da Saúde, que considera a estratégia de parcerias e de integração dos setores públicos e privados, e firmou acordo de parceria com a Laborvida, empresa vencedora de licitação pública. A produção da parte líquida da Rivastigmina será feita no próprio Vital Brazil.

O Alzheimer é uma doença degenerativa, ainda incurável e terminal, descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, de quem herdou o nome. Síndrome clínica decorrente de doença ou disfunção cerebral, a doença de Alzheimer caracteriza-se pela perturbação de múltiplas funções cognitivas, como memória, atenção e aprendizado, pensamento, orientação, compreensão, cálculo, linguagem e julgamento. Esses sintomas, às vezes, são acompanhados por deterioração do controle emocional, do comportamento social ou da motivação.

O Alzheimer instala-se usualmente de modo silencioso e desenvolve-se lenta e continuamente por um período de vários anos. Afeta geralmente pessoas acima dos 65 anos, embora seu diagnóstico seja possível também em pessoas mais novas. No Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer, existe cerca de 1,2 milhão de pessoas com a doença.


Octreotida
(em desenvolvimento – em fase de teste de estabilidade)

O Instituto Vital Brazil produziu, em setembro de 2011, os primeiros 6mg de octreotida sintética. A substância, ainda em desenvolvimento, é essencial para a fabricação do medicamento que combate a acromegalia. “Esse é um passo muito importante para a síntese do produto. É uma grande conquista. Ao todo, utilizaremos aproximadamente 500g da substância para atender a demanda anual do Ministério da Saúde”, disse o presidente do instituto, Antônio Werneck. 

A produção da octreotida faz parte de um termo de compromisso entre o Vital Brazil e o Ministério da Saúde, firmado em abril de 2010, que garante a compra do medicamento produzido pelo instituto.

O acordo prevê a fabricação vertical, que é o desenvolvimento do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), produção e registro. O Ministério da Saúde, por meio desses acordos de compromisso, estimula a produção nacional de insumos farmacêuticos ativos dentro de uma estratégia do que ele precisa comprar, garantindo a independência tecnológica. Historicamente, o Brasil depende de aproximadamente 85% de IFAs estrangeiros.

Para que o medicamento seja desenvolvido não basta o acordo com o Ministério da Saúde. Este prevê apenas a compra do produto final. O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, financia toda a parte de pesquisa e desenvolvimento da matéria prima, uma parceria entre o Vital Brazil, a Hygeia e o Instituto de Bioquímica da UFRJ. 

A acromegalia é uma síndrome rara causada pelo aumento do hormônio de crescimento (GH). Causa crescimento desordenado nas partes moles, como mãos, pés e face. Dados do Ministério da Saúde, de 2008, apontavam para 7 mil pacientes com essa doença no Brasil. 

Em 2010, O Sistema Único de Saúde gastou cerca de R$ 45 milhões com o medicamento importado e, até junho desse ano, o gasto já chegou a R$ 25 milhões. Ao passar a comprar do Instituto Vital Brazil, o projeto prevê a redução de 15% dos gastos no primeiro ano e 5% nos anos subsequentes. Isso resulta em uma economia de mais de R$ 53 milhões, em 5 anos, para o Ministério da Saúde.

O projeto prevê o fornecimento para o Ministério da Saúde em 2013 ainda com IFA importado e, a partir de 2015, com os insumos totalmente produzidos pela Hygeia e, o medicamento fabricado no Vital Brazil.