Lacraias

As lacraias, também conhecidas como "centopéias", são animais caçadores noturnos muito rápidos e têm o corpo adaptado para penetrar em frestas, onde se escondem durante o dia. Podem medir até 23cm e se alimentam de insetos, lagartixas, camundongos e até filhotes de pássaros.

Têm o corpo formado por 21 segmentos, cada um com um par de patas pontiagudas. Em sua cabeça situam-se duas antenas e olhos. Embaixo dela ficam os ferrões venenosos que funcionam como pinças. O último par de patas não serve para locomoção, e sim como órgão sensorial e de captura de alimentos. Quando esse órgão pressente ou toca em uma presa, a segura com força e todo corpo da lacraia se dobra para trás. Aí, então, ela injeta o veneno que paralisará ou matará a presa, que depois será ingerida aos pedaços.


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O veneno das lacraias é muito pouco tóxico para o homem. Embora existam muitas lendas a respeito desse animal, não há, no Brasil, relatos comprovados de morte nem de envenenamentos graves em acidentes com lacraias. Os sintomas são: dor forte e inchaço (edema) no local da picada. Em acidentes com lacraias grandes também podem ocorrer febre, calafrios, tremores e suores, além de uma pequena ferida.

As lacraias gostam muito de umidade. Os acidentes podem ser evitados com as seguintes precauções:

- Limpe os ralos semanalmente com creolina e água quente, e mantê-los fechados quando não em uso;

- Limpe e mantenha fechadas as caixas de gordura e os esgotos;

- Limpe os jardins, apare a grama e afaste as plantas ornamentais e trepadeiras das casas. Além disso, pode-as para que os galhos não toquem o chão;

- Não use porões, garagens e quintais como depósito para objetos fora de uso que possam servir de esconderijo para as lacraias;

- Cuide dos muros e calçamentos para que não apresentem frestas onde a umidade se acumule e os animais possam se esconder.

Em caso de acidente, não beba álcool. Mantenha o local da picada o mais limpo possível. Embora o veneno das lacraias não seja muito perigoso para o ser humano, é bom procurar orientação médica.

Colabore enviando informações sobre a ocorrência desses animais em sua região. Ligue para 0800 022 1036 ou mande e-mail para sac@vitalbrazil.rj.gov.br.