O Instituto
O Instituto Vital Brazil foi criado em 3 de junho de 1919, em Niterói/RJ, pelo cientista Vital Brazil Mineiro da Campanha. Chamava-se Instituto de Higiene, Soroterapia e Veterinária e funcionava provisoriamente na Rua Gavião Peixoto, 360, Icaraí. Anos mais tarde o Instituto Vital Brazil viria a se tornar uma importante empresa privada de pesquisa e produção, fabricando produtos veterinários, biológicos (soros e vacinas) e farmacêuticos. Transferido mais tarde para os terrenos de Olaria, instalou-se definitivamente o Instituto Vital Brazil.
O cientista Vital Brazil também foi fundador do Instituto Butantan, em São Paulo. Durante os primeiros anos de vida da instituição fluminense, o cientista se dividiu entre a direção do Instituto Vital Brazil e do Instituto Butantan.
Em 1927, ele passou a dedicar-se integralmente ao Instituto Vital Brazil, onde fundou duas importantes revistas de divulgação cientifica: Boletim do Instituto Vital Brazil e Biologia Médica. |
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Além delas, o instituto oferecia também bolsas de pesquisa para estudantes e tinha uma biblioteca especializada que funciona até hoje, atendendo estudantes e pesquisadores. A atual sede do Instituto Vital Brazil foi inaugurada em 11 de setembro de 1943, pelo Presidente da República, Getúlio Vargas. O projeto foi assinado pelo engenheiro-arquiteto Álvaro Vital Brazil, filho do cientista Vital Brazil e um dos grandes nomes da arquitetura modernista brasileira.
A construção da nova sede coincidiu com o momento em que o Instituto Vital Brazil encontrava-se num próspera fase econômica. No final da década de 30 seus produtos atendiam não apenas o mercado estadual, mas também o nacional e o internacional. O Presidente da República, Getúlio Vargas, favorecia investimentos em indústrias nacionais dirigidas por empresários brasileiros. A construção do prédio foi feita com financiamento do Banco do Brasil. O terreno para construção da sede do instituto foi doado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, em troca do oferecimento à população de serviços de saúde pública.
Após a morte de Vital Brazil, em 8 de maio de 1950, a direção da empresa passou para as mãos da viúva, Dinah Brazil, sempre auxiliada pelo seu genro, o advogado Álvaro Protásio, que a auxiliava na administração do instituto.
Devido às dívidas feitas para a construção e aos constantes atrasos no pagamento das empresas estatais, principais clientes da instituição, o Instituto Vital Brazil teve início uma grave crise financeira. A ampliação das instalações (1943) coincidiu com o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), quando houve expansão da indústria farmacêutica multinacional sobre os países do terceiro mundo. O rápido desenvolvimento tecnológico e os preços aplicados pelas empresas multinacionais dificultavam a sobrevivência das indústrias farmacêuticas nacionais. Foram anos difíceis.
Dona Dinah viu-se obrigada a desfazer-se dos imóveis e loteou parte do terreno do instituto, dando origem ao bairro Vital Brazil. Em 1957, vendeu a empresa para o Governo do Estado do Rio de Janeiro e garantiu para os herdeiros uma participação na direção e o compromisso que o Instituto Vital Brazil mantenha por toda a sua existência o modelo idealizado por seu fundador: ser uma instituição de pesquisa e produção de soros, vacinas e remédios. |