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EXPOSIÇÃO VIRTUAL: MEIO AMBIENTE É VITAL

O Instituto Vital Brazil realizou nos dias 5 e 6 de junho de 2007 evento comemorativo do Dia Mundial do Meio Ambiente. A programação incluiu exposição fotográfica e oficinas de artes com os animais peçonhentos como tema. Atendendo a um grande número de pedidos, criamos esta exposição virtual com as imagens exibidas no evento. 'Elas também foram incluídas no acervo da exposição itinerante do IVB. Todas as fotos foram feitas pelos biólogos Cláudio Maurício de Souza (Aracnário) e Cláudio Machado (Serpentário). São imagens reais, captadas durante trabalho de campo.

Faça a sua parte: evite agressões à natureza.


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O aquecimento global e a indefinição das estações do ano estão alterando o comportamento as espécies, que se regulam pela temperatura do ambiente. O aumento do aparecimento de animais peçonhentos está diretamente relacionado à degradação ambiental. Regiões como o Vale do Paraíba/RJ, onde a herança do Ciclo do Café tornou a mata original em um verdadeiro “campo de cupim”, apresentam um alto número de cobras cascavéis e escorpiões amarelos. As duas espécies não existiam ali.
   
 
Morro Vital Brazil (1985)
Morro Vital Brazil (2007)
 

 

Atualmente no estado do Rio só há aproximadamente 7% de Mata Atlântica preservados. A substituição da mata nativa por plantações e cidades modifica significativamente a distribuição de algumas espécies de serpentes, aranhas e escorpiões.
   
 
Construções em encosta devastada
Mata nativa dá lugar a cupinzeiro
 

 

A indefinição das estações do ano e a confusão climática estão alterando o comportamento as espécies, que se regulam pela temperatura do ambiente.
   
 
Cupinzeiros
Escorpião busca abrigo em fresta de barranco
 

 

90% dos acidentes com cobras são causados por jararacas. Apesar de viver em mata, o animal se adapta com facilidade às áreas degradadas pelo homem. ‘Funcionando como abrigo, o acúmulo de materiais de construção, como tijolos e telhas, reconstitui ecossistemas diferenciados, que podem atrair mais de uma espécie para o mesmo local. Manter o jardim sempre aparado também é importante.
   
 
Aranha constrói teia em cacto
Viúva negra vive em vegetação rasteira de praias
Ootecas em latas abandonadas
 

 

A ocupação desordenada do solo em direção ao interior e às áreas de mata nativa é responsável pela presença de espécies peçonhentas e não peçonhentas nos quintais. O acúmulo de lixo atrai ratos e baratas, que favorecem o aparecimento de cobras, aranhas e escorpiões, pois fazem parte da cadeia alimentar destes animais peçonhentos.
   
 
Tijolo com escorpião
Aranhas armadeira e marrom convivem em tijolo
Toda atenção é pouca
 
   
 

Acúmulo de serve de abrigo para escorpiões, aranhas, baratas, lacraias e vários outros animais

Entulho no entorno de residência
 

 

Além de oferta de alimentos, o lixo também funciona como esconderijo. É o caso da aranha viúva-negra, que prefere garrafas plásticas, latas e os mais variados objetos jogados à beira da praia. Pequena e quase imperceptível, a aranha fica ainda mais perigosa quando escondida. A alimentação fica por conta de formigas, besouros, mariposas e moscas que se acumulam no lixo.
   
 
Acúmulo de lixo oferece abrigo a mais uma viúva-negra
Filhote de viúva-negra em tênis velho
Viúva-negra em vegetação rasteira de praia
 

 

Os insetos encontrados em hortaliças e frutas são responsáveis pela presença de aranhas, que se escondem com facilidade entre os alimentos. As aranhas armadeiras adoram as bananeiras, onde encontram abrigo e alimentos em abundância. O plantio de pés de bananas na beira das casas é um perigo a mais também por causa de enchentes. As bananeiras têm raiz superficial e, nas enxurradas, deslocam a terra e causam desabamentos.
   
 
Bananeiras em encosta
Armadeira na banana
 

 

O crescimento de áreas residenciais próximas a morros e encostas favorece o aparecimento de diversos animais. Entre eles as cobras jararacas, jararacuçus e corais. Além das pessoas, os cachorros estão entre as principais vítimas. No início do ano dois cães da raça rottweiler morreram em meia hora depois de serem picados por corais no focinho. Isto aconteceu no Joá, um bairro com crescimento desordenado. E foi apenas um dos muitos casos que se tem notícia.
   
 
Jibóia na vegetação
Jararaca pintada na torneira
 

 

De 2001 a 2006 os acidentes com aranhas notificados ao Ministério da Saúde aumentaram 350% no Rio de Janeiro. E, pela primeira vez, os escorpiões fizeram mais vítimas que as cobras. Hoje, os escorpiões são considerados uma praga urbana, por serem encontrados em locais onde antes não existiam e foram introduzidos. Após subirem pelas redes elétrica e de esgoto, eles já foram encontrados até no 20º andar de prédios da Barra da Tijuca. Muitas espécies se domiciliam com facilidade, quer dizer, vivem dentro das casas, escondidas atrás de quadros, móveis, dentro de roupas ou outros locais pouco imagináveis.
 
2001
2005
aranhas
9 mil
19 mil
escorpiões
11 mil
36 mil
cobras
20 mil
29 mil

 

Jararacuçu na lata de lixo
Lustre com escorpião
Jararaca no tijolo
Salamanta na árvore

 

Nos meses mais quentes do ano (outubro/março) devemos redobrar a atenção. É quando nascem os filhotes de cobras. A jararacuçu pode ter até 50 filhotes de uma só vez. Eles nascem com cerca de 10 centímetros e oito gramas. E já com veneno, apesar da quantidade menor.
   
 
Filhote de jararaca ao lado da caixa de fósforos
 

 

Para evitar acidentes é fundamental usar botas de cano longo ao caminhar em trilhas e locais próximos à mata e colocar luvas se for trabalhar a terra. Em 70% dos acidentes as picadas de cobras ocorrem do joelho para baixo. E em 80% dos acidentes com aranhas e escorpiões o alvo são as mãos.
Luvas e botas protegem contra acidentes
Escorpião se reproduz quando encontra ambiente favorável
Escorpião em tijolo
Muda de pele de escorpião


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